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10 de março, 2025

TRUMP VAI ACABAR COM A GUERRA E CHINA VAI DOMINAR O MUNDO? c/ Gonçalo Sousa

Explora como a política dos EUA sob Trump pode influenciar o fim da guerra na Ucrânia e o crescente domínio económico da China.

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Gerado pela Frigideira

Como a política externa dos EUA está a mudar sob Trump?

Sob a liderança de Trump, os EUA começaram a reorientar a sua política externa. Abandonando a abordagem multilateral que cimentou a hegemonia global após a Segunda Guerra, a administração Trump optou por uma estratégia mais bilateral e regional.

Este movimento reflete-se na tentativa de redirecionar a hegemonia americana, focando mais em alianças bilaterais do que em compromissos multilaterais.

A mudança não é apenas de método, mas de foco. Ao priorizar uma governança de dentro para fora, ao invés da anterior intervenção externa massiva, os EUA procuram reforçar a sua presença como potência regional, enquanto ajustam a sua influência global.

No entanto, tal estratégia levanta questões sobre a eficácia e sustentabilidade desta nova posição na complexa ordem mundial atual.

Qual é o impacto económico da China no cenário global?

  • O crescimento do PIB dos BRICS já ultrapassa o do G7, destacando uma mudança significativa nos eixos de poder económico global.
  • A China emerge como o maior parceiro comercial global, desbancando até aliados históricos dos EUA como a União Europeia.
  • Em apenas duas décadas, o papel da China como parceiro comercial dos países ao redor do globo cresceu significativamente, destacando sua importância económica no cenário internacional.
  • Esse crescimento impulsiona uma deslocação das principais cadeias de produção e provoca ajustes nas políticas económicas ocidentais.
  • O foco do Ocidente em proteger inovações e reindustrializar as suas economias é uma resposta direta ao impacto chinês.

Como a guerra na Ucrânia se relaciona com a política dos EUA?

A política externa sob Trump tende a influenciar profundamente o desenrolar da guerra na Ucrânia. Com a postura mais isolacionista dos Estados Unidos, há um foco renovado nas prioridades internas e regionais, o que sugere uma redução do envolvimento direto em conflitos distantes.

Trump propõe uma abordagem que não favorece a intervenção massiva, mas ainda busca atingir objetivos estratégicos através de alianças bilaterais.

Essa mudança pode conduzir a um desfecho na Ucrânia que se alinha mais aos interesses económicos americanos, sugerindo que a prioridade seja reconfigurar as regras do jogo ao invés de participar ativamente no conflito.

A possível divisão territorial na Ucrânia espelha a estratégia do pós-guerra, onde regiões ficam sob a influência de diferentes potências mundiais. Aqui, a Ucrânia poderia ver-se dividida, com uma parte integrando-se mais ao Ocidente, enquanto a outra permanece sob a alçada da Rússia. Para mais perspectivas sobre evolução tecnológica e conflitos, confira alguns episódios relevantes.

O que significa o crescimento económico da China para o Ocidente?

  1. Reindustrialização: Muitas economias ocidentais estão a tentar trazer de volta a produção para os seus territórios. A ascensão chinesa expôs vulnerabilidades na dependência de um país para produtos manufaturados.
  2. Protecionismo: O crescimento chinês pressiona o Ocidente a implementar tarifas e medidas protecionistas. Estas estratégias visam equilibrar a competitividade e proteger as indústrias locais.
  3. Concorrência aumentada: A qualidade e inovação dos produtos chineses rivalizam com as marcas ocidentais. Empresas precisam de inovar continuamente para se manterem relevantes.
  4. Dependência Comercial: Muitos países do Ocidente veem a China como um parceiro comercial indispensável. A balança comercial inclina-se frequentemente a favor da China, gerando debates sobre dependência e soberania económica.
  5. Mudança de Influência: O poder económico da China redefine as relações geopolíticas. O Ocidente precisa adaptar as suas estratégias para lidar com um parceiro tão poderoso.

Qual o papel da União Europeia neste novo cenário global?

A União Europeia enfrenta desafios únicos num mundo em rápida transformação. Com as alterações na política externa dos EUA sob Trump e o crescimento económico da China, a UE precisa reevaluar suas estratégias. A globalização, que há muito tem sido um motor de cooperação económica, agora parece menos atrativa para as superpotências mundiais.

Sob pressão, a Europa pode optar por reforçar suas alianças internas, tentando capitalizar nas infraestruturas robustas de mercado e políticas. Apesar dos contínuos debates sobre a sua sustentabilidade económica e integração política, a União Europeia continua a ser uma força a considerar, principalmente quando se trata de inovação e desenvolvimento de soluções sustentáveis.

Com o multilateralismo em declínio, a União Europeia também enfrenta a tarefa de navegar um futuro onde parcerias com blocos emergentes, como os BRICS, tornam-se essenciais. A pergunta que persiste é: conseguirá a UE manter-se relevante nesta nova ordem mundial?

Questões Frequentes