10 de março, 2025
Explora como a política dos EUA sob Trump pode influenciar o fim da guerra na Ucrânia e o crescente domínio económico da China.
Gerado pela Frigideira
Sob a liderança de Trump, os EUA começaram a reorientar a sua política externa. Abandonando a abordagem multilateral que cimentou a hegemonia global após a Segunda Guerra, a administração Trump optou por uma estratégia mais bilateral e regional.
Este movimento reflete-se na tentativa de redirecionar a hegemonia americana, focando mais em alianças bilaterais do que em compromissos multilaterais.
A mudança não é apenas de método, mas de foco. Ao priorizar uma governança de dentro para fora, ao invés da anterior intervenção externa massiva, os EUA procuram reforçar a sua presença como potência regional, enquanto ajustam a sua influência global.
No entanto, tal estratégia levanta questões sobre a eficácia e sustentabilidade desta nova posição na complexa ordem mundial atual.
A política externa sob Trump tende a influenciar profundamente o desenrolar da guerra na Ucrânia. Com a postura mais isolacionista dos Estados Unidos, há um foco renovado nas prioridades internas e regionais, o que sugere uma redução do envolvimento direto em conflitos distantes.
Trump propõe uma abordagem que não favorece a intervenção massiva, mas ainda busca atingir objetivos estratégicos através de alianças bilaterais.
Essa mudança pode conduzir a um desfecho na Ucrânia que se alinha mais aos interesses económicos americanos, sugerindo que a prioridade seja reconfigurar as regras do jogo ao invés de participar ativamente no conflito.
A possível divisão territorial na Ucrânia espelha a estratégia do pós-guerra, onde regiões ficam sob a influência de diferentes potências mundiais. Aqui, a Ucrânia poderia ver-se dividida, com uma parte integrando-se mais ao Ocidente, enquanto a outra permanece sob a alçada da Rússia. Para mais perspectivas sobre evolução tecnológica e conflitos, confira alguns episódios relevantes.
A União Europeia enfrenta desafios únicos num mundo em rápida transformação. Com as alterações na política externa dos EUA sob Trump e o crescimento económico da China, a UE precisa reevaluar suas estratégias. A globalização, que há muito tem sido um motor de cooperação económica, agora parece menos atrativa para as superpotências mundiais.
Sob pressão, a Europa pode optar por reforçar suas alianças internas, tentando capitalizar nas infraestruturas robustas de mercado e políticas. Apesar dos contínuos debates sobre a sua sustentabilidade económica e integração política, a União Europeia continua a ser uma força a considerar, principalmente quando se trata de inovação e desenvolvimento de soluções sustentáveis.
Com o multilateralismo em declínio, a União Europeia também enfrenta a tarefa de navegar um futuro onde parcerias com blocos emergentes, como os BRICS, tornam-se essenciais. A pergunta que persiste é: conseguirá a UE manter-se relevante nesta nova ordem mundial?